•Setembro 17, 2009 •
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Hoje é um daqueles dias que nada acontece, na verdade acontece sim, o mundo tá estranho, o clima não tá quente nem frio, os pedreiros tão em polvorosa e tudo isso listado me irrita.
Me irrita e me faz lembrar de casos antigos, de sorrisos de quem tá na capa da Caras e dá uma água na boca por uma boa cerveja pra afogar qualquer resquicio de lembranças que deixem triste.
O W tá aqui dizendo que os caras tão rápido na obra ai do lado, mas pra mim não tá nada rápido. Ok eu não levanto nem meu corpo da cama direito, mas fuck off com essa histórinha de a tá rápido. Preciso de um trampo na minha área desesperadamente.
O povo aqui também tá arisco, meus grandes amigos estão distantes, senão de corpo de alma. Nossas filosofias de vida mudaram e agora e a pressão não é mais ser gente grande, é ganhar grana como gente grande.
Acabo de ler uma declaração de amor linda, não é pra mim. Mas não interessa, era muito bonita.
Queria meu celular com música agora, falta do Tom Waits e dos sons thrashers que eu tinha lá. Até que a música ambiente hoje saiu daquela coisa banquinho e violão da MPB, mas meu gosto musical está bem além do que o rádio toca.
Amanhã tem balada com amigos que não vejo faz tempo, sinto falta de uma peste que falava comigo todo dia…
Ainda são 16h e eu queria que fosse 22h… o dia cruel…
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•Setembro 16, 2009 •
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Para chocar as velhotas de plantão e os moços que acham que são alguém nesse mundo, minha leitura de transporte público de dois dias é Teresa Filósofa o problema é que o livro é pequeno e já acabou, mas é notória a cara de desaprovação do povo.
A menina aqui do escritório ficou indignada porque eu disse que vou colocar no meu curriculo que toco tuba e efetuo trabalhos manuais muito bem, ela disse que eu não tenho vergonha na cara… pergunto eu tenho que ter vergonha das minha habilidades?
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•Setembro 15, 2009 •
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Olha hoje é um daqueles dias que as 9h eu já tô atendendo o telefone aqui falando “…. Escritório Boa Tarde” – claro que sou a rainha disso, mas dessa vez foi o Vavá que ligou… perguntou se eu era louca e eu perguntei se ele demorou todo esse tempo pra perceber…
Hoje eu definitivamente gostaria de uma cerveja e de ir ouvir o som bom do Saco de Ratos no Aurora, preferia o The Wall confesso!
Quanto ao pinto, a eu sempre quero um pinto… acho que na verdade eu vejo mais pornografia que o Kléber… eu ando tão macho, mas tão macho…
Ando muito estivadora…
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•Março 5, 2009 •
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O teto não era do meu quarto. Não reconheci aquele teto durante os minutos que me mantive com os olhos fixos, virei de lado, não reconheci o corpo quente que respeirava baixo do meu lado. Droga! Fiz de novo.
Havia outro corpo deitado aos meus pés, aquele já havia visto em algum lugar.
No relógio marcavam 7h30 e um Sol de machucar os olhos de qualquer um, era isso… uma ardencia nos olhos e no estômago que o absinto de ontem explicaria, na garganta um nó causado pelo gosto forte de tabaco. Eu odeio a ressaca de cigarro, odeio o cinzeiro da casa cheio de pontas.
Eu nunca mais vi o teto, aquele corpo que respirava morreu… e o dos pés ainda vejo, mas ele não me vê.
Sai pela porta e não tenho certeza se fechei, mas não volto mais.
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•Fevereiro 18, 2009 •
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Uma pequena pausa para uma crítica ardua ao senhor Paulo Sérgio de Castilho.
Meus caros,
privando os torcedores de assistir aos clássicos não se dimini encreca alguma, só retira a responsabilidade do estado perante ao bem-estar dos torcedores. As confusões entre torcidas deixarão de acontecer dentro de estadios, mas continuarão em todas as ruas, em todos os bairros onde houver um torcedor de time x e outro de time y. É necessário sim, uma maior organização dos estadios, da policia, das torcidas. O tumulto que rolou dentro do estadio do Morumbi domingo, apenas se deu por conta do afunilamento da saida, da falta de segurança e do clima de hostilidade que já vinha sendo gerado ao longo da semana por conta da cota de 10% para a torcida do Todo Poderoso Timão, a mesma que foi pisoteada, que entrou em conflito com a policia e que teve seus martires expostos ali na arquibancada. É portanto, irracional achar que jogos de uma torcida só serão melhores ou mais seguros.
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•Fevereiro 11, 2009 •
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Soraya tinha tudo que uma secretária normal tinha, mania por arquivos, pastas e envelopes. Mania de atender ligações com uma voz sexy e diferente, e em especial mania de salto alto (mania essa que toda mulher tem). Soraya só surpreendia no final do dia, quando dividia o balcão do boteco com os porteiros do bairro para tomar uma cerveja gelada e afogar as magoas de mulher que se faz de forte no topo do salto.
Soraya passou por diversos problemas, dentre eles um ex-noivo que a ignorava. Em uma sexta-feira nada santa Soraya pensou que daquela vez iria para casa bem comida para tal a preparação foi em grande estilo salto alto, meia de seda, perfume e a lingerie que havia custado o salário do mês inteiro. Quinze paras as cinco da tarde seu noivo -na época- ligou desmarcando o motel, deu uma desculpa qualquer e disse que ela era uma drama queen… Naquele dia Soraya que sempre foi um poço de sensatez e fidelidade pegou o menino da xerox e o arrastou até o motel. Durante a transa, Soraya chorava – mas o menino não percebia – talvez por estar empolgado com a secretária e muito provavelmente porque Soraya estava de quatro, porque é de quatro que se enxerga melhor a vida.
Baseado em fatos (sur)reais
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•Fevereiro 6, 2009 •
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A menina ao meu lado anda com um CD do Cézar Menotti & Fabiano na bolsa, eu me pergunto “por que raios uma pessoa da minha idade ouve isso?”. Enquanto isso, Pale Blue Eyes do Velvet não me sai da cabeça e dos ouvidos.
Ando depressiva, não sei… a felicidade é meio dificil nesses tempos. Tô com saudade daquilo que nem tive, saca saudade de verdade? ando repcisando de cafuné pra dormir e não tenho quem faça…
Ok outra noite pra afogar qualquer coisa que se sinta
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•Fevereiro 2, 2009 •
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Já fazia algum tempo que eu não tinha esse vazio, essa vontade do cheiro do ralo por perto. Essa saudade insana do seu corpo, cheiro, dentes, sáliva e o olhar de bobo. Vontade de ouvir pelo menos mais uma vez você falando que ama meu sorriso irônico… saudade de amar alguém, mas em especial, saudade de ser amada por você.
Será que a teoria de que você vai perpetuar pra sempre minha vida é verdade? será que realmente você vai ser pra sempre?
Eu passo a semana me injetando de falso animo, tentando me preencher com outros corpos que nãoé o seu. Até aquela música que era minha, me dá vontade de chorar, sabe aquela música que você usou como pano de fundo pra me xingar?
Já passaram 4 anos e eu aqui vendo a sua felicidade ao lado da sua namorada dentuça. Será mesmo que eu estou fadada a ver sua felicidade louca e saltitante pra sempre?
Hoje eu só queria o Tom Waits cantando Rain Dogs no meu ouvido.
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•Janeiro 27, 2009 •
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“Sexo não é para gente escrupulosa. Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é”. Pedro Juan Gutierrez
Não realmente sexo não é pra gente escrupulosa, e escrupulo não foi algo que Deus me deu. Álias, já faz um tempo que eu e grande maioria das mulheres que conheço aparentamos sermos meninos de 15 anos em uma masturbação eterna. Nós não estamos atrás de príncipes em cavalos brancos, nós estamos em busca do bom e velho sexo, de preferência com alguém que se levante e vá embora após acender nosso cigarro.
Enquanto não achamos o Tom Waits de nossas vidas, dormimos com nossos pequenos acessórios que vibram e uma boa dose de maldade na cabeça.
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•Outubro 3, 2008 •
1 Comentário
Ele passava o tempo sentado na mesa do canto. O cigarro incomodava, fazia apenas 3 semanas que ele havia parado de fumar, mas a vontade ainda era forte.
Ele insistia em tomar gim naquele pulgueiro de beira de estrada. Resmungou para o garçom mais gelo, mas não deram ouvidos. Ele observava a menina no balcão, algo chamava atenção naquela de cabelo grudendo no balcão, era o cigarro, a fumaça o puxava para ela e ele não conseguia desviar a atenção.
O cheiro o embalava como a música do Tom Waits fazia. Tomou em um só trago o gim, e no seu repertório imaginário ouvia um velho blues, a chuva acompanhava a batida e ele pediu mais um trago.
Ameçou se levantar para pedir um cigarro para a moça, mas um movimento brusco o fez parar,
Agora ela esta andando em direção a ele, ela briga com um ou outro cara no meio do caminho. Ela já esta passando do meio do caminho e ele se acovardou em seu canto. Ela o fita e sorri de canto de boca, ele vai em direção a rua logo atrás dela, tinha certeza que aquilo não era um teste… Aquilo era uma oferenda da terra da garoa para ele.
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Tags: cigarro, gim, terra da garoa, Tom Waits